A semana

Entenda como funciona a semana SNCT

Quem participa?     Todas as pessoas interessadas podem participar das atividades da SNCT. Atualmente, colaboram com a realização deste grande evento as universidades e instituições de pesquisa; escolas públicas e privadas; institutos de ensino tecnológico, centros e museus de C&T; entidades científicas e tecnológicas; fundações de apoio à pesquisa; parques ambientais, unidades de conservação, […]

Publicado: 30 de março de 2022, última modificação por: André Ribeiro Rodrigues de Brito


Quem participa?

    Todas as pessoas interessadas podem participar das atividades da SNCT. Atualmente, colaboram com a realização deste grande evento as universidades e instituições de pesquisa; escolas públicas e privadas; institutos de ensino tecnológico, centros e museus de C&T; entidades científicas e tecnológicas; fundações de apoio à pesquisa; parques ambientais, unidades de conservação, jardins botânicos e zoológicos; secretarias estaduais e municipais de C&T e de educação; empresas públicas e privadas; meios de comunicação; órgãos governamentais; ONGs e outras entidades da sociedade civil.


 

Qual o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em 2022?   

    “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil” é o tema escolhido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para a 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que ocorrerá no mês de outubro de 2022, em todo o país. Como nas edições anteriores, serão realizados eventos e atividades gratuitos e abertos à comunidade, on-line e presenciais. A SNCT ocorre anualmente desde 2004, quando foi criada por Decreto Presidencial. Em 2020, outro Decreto Presidencial instituiu o Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações, a ser comemorado em outubro de cada ano.

    O tema de 2022 propõe a integração da SNCT às comemorações que buscam refletir sobre o processo histórico da Independência do Brasil na construção e desenvolvimento da nação brasileira. Como se sabe, o país completa seus 200 anos de independência neste ano. Oficialmente, a independência foi proclamada no dia 7 de setembro de 1822, no episódio que ficou conhecido como Grito do Ipiranga, protagonizado pelo príncipe regente do Brasil, em seguida aclamado como imperador, D. Pedro I.

 

Duzentos anos de ciência ou muito mais do que isso?

    Historiadores da ciência consideram que a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, assim como o episódio da Independência, em 1822, foram momentos marcantes para que se experimentasse uma nova dinâmica no desenvolvimento das ciências e da educação, já que até aquele momento o Brasil não possuía instituições científicas. Em 1808, foram criadas escolas médicas na Bahia (Salvador) e no Rio de Janeiro, que anos mais tarde deram origem às primeiras faculdades de medicina no Brasil. Também em 1808 foi criado o Real Horto, mais tarde Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para aclimatar espécies e produzir sementes e mudas para a produção agrícola, especiarias e ornamentação. Em 1810, a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho foi transformada em Academia Real Militar, que mais tarde deu origem à Escola Politécnica (atualmente, vinculada à UFRJ). A Biblioteca Real, atual Biblioteca Nacional, também foi criada em 1810. Em 1818, criou-se no Rio de Janeiro o Museu Real, hoje Museu Nacional, que aos poucos constituiu um rico acervo de ciências naturais e de antropologia. Como se observa, todos esses eventos, fundamentais para o desenvolvimento da ciência no Brasil, ocorreram antes da Independência.

    Os antecedentes históricos não param por aí. Quando se pensa em ciência moderna sob o ponto de vista ocidental – como conhecimento racional e experimental – outros historiadores consideram que desde 1500 ocorreram atividades científicas no Brasil[1], especialmente quando passou-se a entender a ciência como instituição social, ou seja, que depende de contextos socioculturais e gera diferentes impactos[2]. Essas atividades no Brasil Colônia se deram notadamente sob a forma de viagens exploratórias, expedições, estudos sobre povos indígenas, experiências realizadas por jesuítas, dentre outras contribuições. Cabe destacar também que, com a ocupação holandesa do Recife no século XVII, estudos europeus de ciências naturais foram iniciados em 1637, com a vinda de naturalistas como Guilherme Piso e George Marcgrave, autores da Historia Naturalis Brasiliae. Foram também os holandeses que, no século 17, construíram no Recife o primeiro observatório astronômico do Novo Mundo.

    Por outro lado, as ciências desenvolvidas na Europa do século 18, muito evoluíram a partir das fontes de pesquisa e informações pré-existentes no Novo Mundo. As expedições ao Brasil nessa época, porém, não eram facilitadas a estrangeiros, algo que só se tornou possível após a abertura dos portos, por D. João VI, em 1808. Apesar disso, são consideráveis as contribuições dos conhecimentos dos povos indígenas e posteriormente dos africanos escravizados. Os indígenas repassaram informações fundamentais sobre o território, sobre alimentos e seus usos, sobre diferentes propriedades de plantas e produtos da natureza etc. Os africanos escravizados, por sua vez, trouxeram conhecimentos e técnicas aplicadas em metalurgia, agricultura, pecuária e plantas medicinais, dentre outros. Deste modo, grande parte do que se produziu como ciência no Brasil colonial contou com as vivências, experiências e conhecimentos acumulados durante séculos por colonizados e colonizadores, não sem enormes perdas para os primeiros.

A ciência moderna no Brasil: da Independência ao século 21

    O estímulo de D. João VI às expedições científicas no Brasil, nas duas primeiras décadas do século 19, foi inicialmente continuado por seu filho, D. Pedro I, após a Independência. Nesse período, dentre outras, destacam-se as expedições dos naturalistas Auguste de Sain-Hilaire, entre 1816 e 1822, e Georg von Langsdorff, entre 1824 e 1829. Por outro lado, as instituições criadas no início do século 19 ainda permaneceram centralizadas, em sua maior parte no Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Um marco relevante deste período é a criação do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro (RJ), em 1827, instituição até hoje atuante e amplamente reconhecida em suas áreas de atuação.

    A diversidade de instituições criadas no Rio de Janeiro, com a chegada da família real ao Brasil, não teve continuidade imediata, já que os anos seguintes foram turbulentos. D. Pedro I abdicou em 1831, e retornou para Portugal. Deixou no Brasil seu filho, que aos 5 anos de idade se tornou o novo imperador do Brasil, D. Pedro II. Durante a infância, e ainda sem poder governar, o imperador passou a maior parte de seus dias estudando no Palácio Imperial de São Cristóvão (atual sede do Museu Nacional). As expedições ao Brasil, facilitadas desde a abertura dos portos, continuaram. São desse período, por exemplo, as duas passagens de Charles Darwin, em 1832 e 1836, quando o mesmo se encantou com a floresta tropical e se chocou com a escravidão, reforçando sua convicção abolicionista.

    Em 1841, a maioridade do imperador foi antecipada e, aos 15 anos, D. Pedro II foi coroado[3]. Novas expectativas foram então geradas. Considera-se que durante as cinco décadas do reinado de D. Pedro II – um apreciador das artes e da ciência e tecnologia – o Brasil passou por novo período de desenvolvimento nessas áreas. As expedições científicas tiveram continuidade e foram estimuladas, dentre elas as dos naturalistas Henry Walter Bates (1848 a 1859) e Alfred Wallace (1848 a 1852). O surgimento de novas instituições, porém, não teve a mesma ênfase da ocorrida no início do século, embora o Museu Imperial (hoje Museu Nacional) tenha obtido grande prestígio. A criação de um segundo museu de história natural no Brasil, em Belém (PA), entre 1866 e 1871, foi uma exceção no período. Trata-se da primeira instituição científica da região amazônica, hoje conhecida como Museu Paraense Emílio Goeldi. Outra exceção, já nos últimos anos do reinado, foi a Estação Agronômica de Campinas (atual Instituto Agronômico de Campinas – IAC), fundada por D. Pedro II, em 1887. Tanto o museu quanto o instituto, nas décadas seguintes, obtiveram reconhecimento internacional em suas áreas de atuação.

    Com a Proclamação da República, em 1889, instaurou-se outro período de desenvolvimento das ciências no Brasil, de descentralização das atividades e instituições científicas, como ação dos Estados. Foram então criados novos museus, faculdades, escolas e institutos de pesquisa, em diversas regiões do país. São desse período, no final do século 19, instituições como a Escola Politécnica de São Paulo, em 1894, o Museu Paulista (Museu de História Natural), em 1895, e as Escolas de Engenharia de Pernambuco, em 1895, e do Rio Grande do Sul, em 1896.

    Na entrada do século 20, as instituições científicas de maior prestígio e reconhecimento internacional foram voltadas à saúde pública e à pesquisa médica aplicada, notadamente às doenças tropicais e à produção de soros e vacinas. Esse é o caso da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ), a partir de 1900, e do Instituto Butantan, em São Paulo (SP), em 1901. A Escola Universitária Livre de Manaus foi criada em 1909. A Universidade do Paraná, inicialmente privada, surgiu em 1912. A partir das décadas de 1920 e 1930, diferentes escolas deram origem às primeiras universidades públicas no Brasil, como a Universidade do Brasil (atual UFRJ), em 1920, e a Universidade de São Paulo (USP), em 1934. Nas décadas de 1940 e 1950, as universidades e os institutos de pesquisa se multiplicaram no Brasil, e os programas de pós-graduação pouco a pouco se tornaram mais numerosos e expressivos.

    Um grande marco do período pós-guerra, considerado fundamental no processo de institucionalização científica, foi a criação do Conselho Nacional de Pesquisa (hoje Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq), e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ambos em 1951. Notadamente a partir da década de 1950, as universidades assumiram grande parte do protagonismo de formação e produção de ciência, tecnologia e inovação no país, situação que até hoje se mantém. É também neste período que há um grande avanço na criação de institutos de pesquisa em diversas áreas da ciência, até hoje atuantes, como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), no Rio de Janeiro (RJ); o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e o Instituto de Medicina Tropical (IMTSP), em São Paulo (SP);  o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP); e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus (AM), dentre outros[4].

    Nas décadas de 1960 e 1970, universidades e institutos de ciências continuaram a ser criados. Algumas instituições criadas nessa época se tornaram grandes referenciais para a ciência brasileira atual, como é o caso, por exemplo, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), que conta com unidades em todas as regiões do País; do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), em Campinas (SP); do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), em Piracicaba (SP); e do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), no Rio de Janeiro (RJ). Fundamental também, neste período, foi a criação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no Rio de Janeiro (RJ).

    As décadas de 1980 e 1990 são também relevantes, como a promulgação da atual Constituição Federal, em 1988. A nova Constituição, diferenciando-se das anteriores, pela primeira vez dedica um capítulo específico ao tema da ciência e tecnologia. Destaque-se que o Ministério da Ciência e Tecnologia (atual MCTI) foi criado três anos antes da promulgação da nova Constituição Federal, em 1985. Dentre as instituições criadas nessas décadas, citam-se o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ); o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP); o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), no Rio de Janeiro (RJ), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Itajubá (MG); o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE/USP), em São Paulo (SP); a Agência Espacial Brasileira (AEB), em Brasília (DF); e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), em Tefé (AM).

    Especialmente na primeira década do século 21, ocorreu considerável ampliação e interiorização da presença das universidades e institutos federais de educação, além de novas universidades estaduais, municipais e da rede privada. Essa maior presença das universidades foi acompanhada por mecanismos de financiamento estudantil e ampliação da oferta de bolsas e recursos para a ciência. O orçamento federal destinado à pesquisa e desenvolvimento seguiu em crescimento até o ano de 2013, quando chegou a aproximadamente R$ 23,2 bilhões[5]. A criação e descentralização de novos institutos de pesquisa no Brasil acompanhou o mesmo ritmo de crescimento. É desse período, por exemplo, a criação do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), em Campina Grande (PB); o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), no Recife (PE); o Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN) – Macaíba (RN); o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), em Porto Alegre; o Instituto Internacional de Física (IIF), em Natal (RN); o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), em São José dos Campos (SP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), em Brasília (DF).

    O Brasil se destaca em produção científica em várias áreas das ciências, das humanas e sociais às exatas e engenharias; da saúde, ecologia e meio ambiente à agricultura e pecuária; da nanotecnologia à tecnologia da informação; dentre outras. O país detém tecnologias e produz inovação nas áreas de aeronáutica, de exploração de petróleo, de biocombustíveis, de controle de emissão de carbono, de produção de soros e vacinas, de educação, de ciências humanas e sociais aplicadas, de produção agropecuária, de tecnologia da informação, dentre outras.

    Uma das grandes iniciativas de atuação cooperada e pactuação federativa na área de CT&I no Brasil hoje é o Programa Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação – INCTs, coordenado pelo MCTI, por meio do CNPq. Criado em 2008, o programa se caracteriza por projetos de pesquisa de longo prazo, em redes nacionais e/ou internacionais de cooperação científica nas mais diversas áreas, para impulsionar a pesquisa básica e desenvolver projetos de alto impacto científico e de formação de pesquisadores[6].

    Atualmente, o principal documento de planejamento vigente para a área de CT&I no Brasil é a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI 2016/2022). O documento considera como eixo estruturante a efetiva implantação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), tal como prevê a Emenda Constitucional n. 85/2015[7]. O SNCTI propõe se consolidar como um novo paradigma de inovação colaborativa no Brasil, estimulando o estreitamento das relações entre universidades e empresas e a interação entre os mais diferentes componentes do Sistema.

    De forma a sustentar seu eixo estruturante, a ENCTI 2016-2022 se apoia em cinco pilares fundamentais: 1. Promoção da pesquisa científica básica e tecnológica; 2. Modernização e ampliação da infraestrutura de CT&I; 3. Ampliação do financiamento para o desenvolvimento da CT&I; 4. Formação, atração e fixação de recursos humanos; e 5. Promoção da inovação tecnológica nas empresas. Para além desses aspectos, a ENCTI 2016-2022 elenca as seguintes áreas estratégicas:

  • Aeroespacial e Defesa
  • Água
  • Alimentos
  • Biomas e Bioeconomia
  • Ciências e Tecnologias Sociais
  • Clima
  • Economia e Sociedade Digital
  • Energia
  • Minerais Estratégicos
  • Nuclear
  • Saúde
  • Tecnologias Convergentes e Habilitadoras

 

Cronologia: Criação de instituições científicas e tecnológicas no Brasil[8]

  • Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RJ) – 1808
  • Museu Nacional (MN/UFRJ) – Rio de Janeiro (RJ) – 1818
  • Observatório Nacional (ON) – Rio de Janeiro (RJ) – 1827
  • Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional – Rio de Janeiro (RJ) – 1831
  • Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – Rio de Janeiro (RJ) – 1838
  • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Belém (PA) – 1866
  • Museu Paranaense – Curitiba (PR) – 1876
  • Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo – São Paulo (SP) – 1886
  • Instituto Agronômico de Campinas (IAC) – Campinas (SP) – 1887
  • Museu Paulista / USP (Museu de História Natural) – São Paulo (SP) – 1895
  • Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) – São Paulo (SP) – 1899
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Rio de Janeiro (RJ) – 1900
  • Instituto Butantan (IBu) – São Paulo (SP) – 1901
  • Instituto Pasteur (IP) – São Paulo (SP) – 1903
  • Museu de Ciências da Terra (Palácio da Geologia) – Rio de Janeiro (RJ) – 1907
  • Observatório Astronômico e Meteorológico – São Paulo (SP) – 1912
  • Academia Brasileira de Ciências – Rio de Janeiro (RJ) – 1916
  • Instituto Vital Brazil – Niterói (RJ) – 1919
  • Instituto Biológico (IB) – São Paulo (SP) – 1927
  • Instituto Nacional de Tecnologia (INT) – Rio de Janeiro (RJ) – 1921
  • Instituto Evandro Chagas (IEC) – Belém (PA) – 1936
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Rio de Janeiro (RJ) – 1936
  • Instituto Adolfo Lutz (IAL) – São Paulo (SP) – 1940
  • Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR) – Curitiba (PR) – 1940
  • Fundação Getúlio Vargas – Rio de Janeiro (RJ) – 1944
  • Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) – São José dos Campos (SP) – 1946
  • Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – São Paulo (SP) – 1948
  • Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) – Rio de Janeiro (RJ) – 1949
  • Museu de Biologia Prof. Mello Leitão (INMA) – Santa Teresa (ES) – 1949
  • Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) – São José dos Campos (SP) – 1950
  • Nacional de Desenv. Científico e Tecnológico (CNPq) – Rio de Janeiro (RJ) – 1951
  • de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) – Rio de Janeiro (RJ) – 1951
  • Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) – Rio de Janeiro (RJ) – 1952
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) – Manaus (AM) – 1952
  • Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) – Rio de Janeiro (RJ) – 1954
  • Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) – Rio de Janeiro (RJ) – 1956
  • Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) – São Paulo (SP) – 1956
  • Instituto de Medicina Tropical (IMTSP) – São Paulo (SP) – 1959
  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) – São José dos Campos (SP) – 1961
  • Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – Rio de Janeiro (RJ) – 1967
  • Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) – Piracicaba (SP) – 1968
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – Brasília (DF) – 1972
  • Centro de Pesquisa e Desenv. em Telecomunicações (CPQD) – Campinas (SP) – 1976
  • Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) – Rio de Janeiro (RJ) – 1978
  • Fundação Museu do Homem Americano – São Raimundo Nonato (PI) – 1979
  • Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) – Petrópolis (RJ) – 1980
  • Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer – Campinas (SP) – 1982
  • Instituto de Estudos Avançados (IEAv) – São José dos Campos (SP) – 1982
  • Ministério da Ciência e Tecnologia (atual MCTI) – Brasília (DF) – 1985
  • Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) – Rio de Janeiro (RJ) – 1985
  • Laboratório Nacional de Astrofísica – Itajubá (MG) – 1985
  • Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE/USP) – São Paulo (SP) – 1989
  • Agência Espacial Brasileira (AEB) – Brasília (DF) – 1994
  • Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) – Campinas (SP) – 1997
  • Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) – Campinas (SP) – 1997
  • Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) – Tefé (AM) – 1999
  • Museu da Vida / Casa de Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro (RJ) – 1999
  • Instituto Nacional do Semiárido (INSA) – Campina Grande (PB) – 2004
  • Centro de TecnologiasEstratégicas do Nordeste (CETENE) – Recife (PE) – 2005 
  • Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN) – Macaíba (RN) – 2006
  • Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC) – Porto Alegre – 2008
  • Instituto Internacional de Física (IIF) – Natal (RN) – 2009
  • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) – São José dos Campos (SP) – 2011
  • Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) – Brasília (DF) – 2013
  • Rede Vírus MCTI – 2020
  • Centro Nacional de Vacinas – Belo Horizonte (MG) – 2021
  • Reativação da Estação Meteorológica Comandante Ferraz – Antártida – 2021
  • Centro de Excelência MCTI em Tecnologia 4.0 – Sorocaba – 2021
  • Laboratório Flutuante Vitória-Régia – Tefé (AM) – 2022

 

Perguntas orientadoras

  • O que se entende por Independência do Brasil?
  • Quais podem ser os sentidos de se celebrar o Bicentenário da Independência e entender suas possíveis relações com o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e das inovações no Brasil?
  • Houve iniciativas consideradas científicas antes da Independência do Brasil?
  • O que se entende por etnoconhecimento? Como essa modalidade de conhecimento contribuiu e contribui para o desenvolvimento da ciência no Brasil?
  • Qual a participação dos holandeses em atividades científicas no Brasil durante o período que ocuparam o Estado de Pernambuco, no século 17?
  • Por que as primeiras décadas do século 19 foram relevantes para a criação de instituições científicas no Brasil?
  • Quais são as principais instituições científicas criadas no século 19 no Brasil, e que ainda hoje seguem atuando? Qual a importância delas para o país e para a humanidade?
  • Como as ciências se desenvolveram no Brasil durante sua permanência como Império?
  • A Proclamação da República, em 1889, foi relevante para marcar uma mudança de localização das instituições de ensino superior e de pesquisa científica no Brasil?
  • Quais as primeiras instituições públicas de pesquisa no Brasil a obter reconhecimento internacional no início do século 20?
  • Que iniciativas e conquistas marcaram a ciência no Brasil até a década de 1970? Que instituições foram criadas nesse período?
  • Qual o papel das universidades no desenvolvimento da ciência, da tecnologia e das inovações no Brasil? Por que o apoio à ciência produzida nas universidades é fundamental para o país?
  • Quais as instituições e iniciativas mais recentes no cenário atual de CT&I no Brasil?

Exemplos de assuntos que podem ser abordados na SNCT 2022

  • História Social da Ciência: Como abordar social e culturalmente a história da ciência no Brasil.
  • Centenário da Independência, 1922: Como se comemorou os 100 anos da Independência? Quais eram as perspectivas e problemáticas da ciência no Brasil do início do século 20?
  • Viagens e expedições ao Brasil: Quais foram e que importância tiveram. A relevância das expedições do naturalista britânico Charles Darwin ao Brasil, em 1832 e 1836. As contribuições do naturalista teuto-brasileiro Fritz Muller.
  • Primeiras instituições científicas brasileiras: Seu legado, sua importância. As instituições do século 19.
  • Museu Nacional: A importância do museu localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, para a história e a ciência no Brasil. O que se pode aprender para o futuro, considerando-se o grave incêndio de 2018.
  • Museu Goeldi: O segundo museu de história natural criado no Brasil, em Belém (PA), a partir da criação da Associação Philomatica, em 1866. Sua importância e o papel do naturalista suíço Emílio Goeldi, no Brasil.
  • Desenvolvimento formal da ciência no início do século 20: os casos do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro (RJ), e do Instituto Butantan, em São Paulo (SP).
  • Ciência nas Universidades: A relevância do que se produz nas universidades brasileiras, maiores produtoras de CT&I no Brasil.
  • A criação das agências de fomento e do MCTI, no século 20: Seu papel, sua importância.
  • Cientistas no Brasil: o que fizeram e fazem, no que se destacam.
  • Mulheres na Ciência Brasileira: Quem são elas e o que fazem. Como ampliar a participação das mulheres na ciência no Brasil.
  • As instituições de CT&I hoje no Brasil: Quais são, no que se destacam.
  • As unidades de pesquisa vinculadas ao MCTI: Quais são e quais suas principais contribuições à ciência, tecnologia e inovação no Brasil, atualmente.
  • O programa INCTs: Como funcionam os grupos de cooperação e produção de CT&I, presentes em todas as regiões do Brasil.
  • A construção do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação: Do que se trata, por que consta na Constituição Federal, e quais suas perspectivas.
  • A ciência e a tecnologia sob o olhar dos brasileiros: Pesquisas de percepção pública.
  • O protagonismo do Brasil em programas de imunização: Contribuições do Brasil para a redução ou erradicação de doenças.
  • Perspectivas de Futuro: O que se espera da ciência, da tecnologia e das inovações para os próximos 200 anos no Brasil, e de que modos pode-se contribuir para isso.

Outras Referências

A CIÊNCIA e a tecnologia no olhar dos brasileiros. Percepção pública da C&T no Brasil: 2015. – Brasília, DF: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2017. Disponível em: https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/percepcao_web.pdf/47ab69a2-bee7-4be1-aeab-c5ae4e9bedde?version=1.5

AZEVEDO, Fernando de (org.). As ciências no Brasil. Volume I. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1995.

BRASIL. 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Cientistas brasileiros. Disponível em: https://semanact.mcti.gov.br/ciencia-do-brasil/cientistas-brasileiros/

CIENTISTAS DO BRASIL: Depoimentos. Apresentação de Ennio Candotti. São Paulo: SBPC, 1998.

CHALMERS, Alan Francis. O que é ciência afinal? Tradução de Raul Filker. São Paulo: Editora Brasiliense, 1993.

FERRI, Mário Guimarães; MOTOYAMA, Shozo (coord.). História das ciências no Brasil. v. I, II, III. São Paulo, EPU/Edusp/CNPq, 1979, 1980, 1981.

MELO, Hildete Pereira de; RODRIGUES, Lígia M.C.S. Pioneiras da Ciência no Brasil. Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, 2006.

PESTRE, Dominique. Por uma Nova História Social e Cultural das Ciências: novas definições, novos objetos, novas abordagens. Cadernos IG/UNICAMP, Campinas, v.6, n. 1, 1996, p. 3-56.

STEPAN, Nancy. Gênese e evolução da ciência no Brasil: Oswaldo Cruz e a política de investigação científica e médica. Rio de Janeiro: Editora Artenova, 1976.

SCHWARTZMAN, Simon. Formação da comunidade científica no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FINEP / Companhia Editora Nacional, 1979.

VARGAS, Milton (org.). História da técnica e da tecnologia no Brasil. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.

VILLAS-BÔAS, Ana Lucia; ALMEIDA, Marta de (org.). Ciência no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia e Ciências Afins, 2014.

[1] Ver mais em DANTES, Maria Amélia Mascarenhas. As ciências na história brasileira. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 57, n. 1, jan./mar. 2005, p. 26-28. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v57n1/a14v57n1.pdf

[2] Saiba mais em ROMERO, Mariza. A nova história das ciências: entrevista com Dominique Pestre. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 23, n. 3,  jul./set. 2016, p. 899-905. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/JcTqQCPPkJttGhqr8fsCK5h/?format=pdf&lang=pt

[3] Saiba mais sobre a vida, reinado e influência de D. Pedro II para o desenvolvimento das artes e ciências em SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

[4] Ver Cronologia mais a frente, neste mesmo texto.

[5] Para mais detalhes, acessar a Nota Técnica n. 56/2020, elaborada por Priscila Koeller, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/nota_tecnica/202189_nt_investimento%20federais.pdf

[6] Saiba mais em http://inct.cnpq.br/

[7] Ver mais detalhes em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc85.htm

[8] A cronologia a seguir não é completa, inclui apenas alguns exemplos e pode conter erros. Não constam as universidades, que há décadas se destacam como principal fonte de pesquisas no Brasil.


Quem Coordena?

    A coordenação nacional da SNCT é de responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), por meio da Coordenação-Geral de Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (CGPC), do Departamento de Popularização de Divulgação da Ciência, Tecnologia e Inovação (DEPDI), da Secretaria de Articulação e Promoção da Ciência (SEAPC). Em cada estado, existem parceiros locais que podem orientar em como participar da SNCT. A realização da SNCT conta com a participação ativa de governos estaduais e municipais, de instituições de ensino e pesquisa, e de entidades ligadas à C&T de cada região. Muitos estados e municípios já criaram suas semanas estaduais ou municipais de C&T, articuladas com a SNCT nacional.

 

Publicado: 30 de março de 2022, última modificação por: André Ribeiro Rodrigues de Brito