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Produção orgânica é alternativa para evitar colapso agrícola, diz especialista do INT

Em palestra na 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, o engenheiro químico Ronaldo Rodrigues ressaltou que o cultivo em larga escala provoca grandes impactos no meio ambiente como a proliferação de matéria orgânica indesejada, acidificação dos oceanos, erosão do solo, diminuição do oxigênio na terra e quebra de cadeias alimentares naturais. Segundo ele, cultura orgânica desponta como um caminho possível.

 

Produção orgânica se destaca pela ausência de agrotóxicos e a possibilidade de recuperação de solos degradados.

Crédito: Reprodução da internet

 

 

A produção de alimentos orgânicos é a saída para evitar um colapso do atual modelo agrícola. A afirmação é do engenheiro químico Ronaldo Rodrigues, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), em palestra durante a 13ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Segundo ele, o cultivo em larga escala provoca grandes impactos no meio ambiente como a proliferação de matéria orgânica indesejada, acidificação dos oceanos, erosão do solo, diminuição do oxigênio na terra e quebra de cadeias alimentares naturais.

Na palestra "Ciência alimentando o Brasil: desafios e tecnologias para a produção orgânica", ele destacou que as monoculturas são outra grande preocupação. Atualmente, 58% das áreas produtivas do planeta e 95% das áreas irrigadas são destinadas à produção de apenas 17 tipos de cultura vegetal, que ainda consomem 70% de todo nitrogênio e fósforo despejados no solo. Um exemplo é o cultivo do arroz, que ocupa 10% de toda a área agricultável do planeta e responde por 9% do total das emissões globais de metano, um dos gases causadores do efeito estufa.

"Ao contrário deste modelo, a cultura orgânica desponta como um caminho possível, sendo construída sem uso de produtos agrotóxicos, com possibilidade de recuperação de solos degradados, coexistência com florestas e áreas naturais, integração da produção animal e vegetal, além da redução das emissões de metano e carbono", afirmou o engenheiro do INT.

 

 

 

 

Fonte: INT